Vivian Maier

A fotógrafa anónima

Vivian Maier, tem uma história recente. Nasceu em Nova Iorque em plena crise americana, viajou e morou em França e acabou regressada ao local de origem.

Fotógrafa nos tempos livres, só viu o seu trabalho descoberto dois anos antes da sua morte.

Nasceu há 85 anos e por mais de 40 anos foi ama de profissão em Chicago. Era uma verdadeira feminista, usava casaco e sapatos de homem e grandes chapéus. Aprendeu inglês assistindo a peças de teatro e era crítica de cinema. Viajou por sítios como Manila, Egipto, Banguecoque, Itália e Pequim, tirando fotografias por onde passava. Mas foi em Chicago que empunhando a sua Rolleiflex fez obra. Cenas do dia-a-dia, caras, retratos, situações; toda uma vida social captada pelo olhar desta tão típica mulher americana a viver um pleno boom económico.

Ao fim duma vida conseguiu reunir mais de 200 caixas de negativos, fotos, jornais e relatos das pessoas que fotografava na rua.

Por já não conseguir pagar a renda da garagem onde as guardava, acabou vendo todo este material sendo leiloado. E assim acabou sendo descoberta a fotógrafa amadora.

Não provindo de famílias ricas acabou vivendo à custa da Segurança Social passando também algum tempo sem abrigo, mas num grande acto de generosidade, as crianças de quem tomou conta nos anos 50, já adultos, deram-lhe um apartamento onde morar e pagaram-lhe todas as contas em dívida. Assim morou até aos 83 anos, quando um dia escorregou no gelo e desse acidente não mais recuperou. Falece a 21 de abril de 2009 e deixa o seu olhar para a história.

É mais que sabido o meu gosto pela fotografia, pela fotografia a preto e branco, e pelo retrato em particular. Fica, assim, o convite a conhecer melhor a mulher e as suas fotografias.

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