O molhe de Rabo de Peixe

Como a engenharia civil deveria servir as populações.

foto: Rui Soares
foto: Rui Soares

Na Ribeira Grande já se assistiu à implementação duma má obra marítima, em que o resultado não foi de todo o esperado – as Poças. A engenharia não estudou o movimento de costa das areias. Os governos queriam mostrar obra. As construtoras queriam trabalho.

Agora com esta nova obra, e desde o início, nunca se deu ouvidos a quem conhece o porto de Rabo de Peixe – os pescadores, que sempre estiveram contra a conceção nos moldes a que se encontra a barra de proteção. Novamente, talvez seja o governo a querer ter obra feita, talvez seja a pressão de dar emprego às construtoras, mas não é desculpa a engenharia não estar a servir para o bem aquela gente!

(caso não consigam ver o vídeo, é clicar aqui)

As obras hidráulicas, apesar de parecerem assim para o brutamontes, são obras demasiado delicadas que alteram sobremaneira o rumo que a natureza tendencialmente dá às coisas.

E falando de mar deveria haver um respeito ainda maior. (Estou para ver como ficará a futura alteração do desaguo da Ribeira Seca no Monte Verde – façam túneis, façam!)